Junho/17

sobre mantras em Kundalini Yoga

sobre mantras em Kundalini Yoga

Um dos aspectos centrais do Kundalini Yoga é o uso extensivo de mantras nas séries e meditações. Nesta tradição, os mantras são tipicamente em Gurumukhi, linguagem sagrada indiana. Mantras contêm vibrações de paz, prosperidade, conexão e muitas outras qualidades. O impacto que eles produzem através da repetição podem ser comprovados por inúmeras experiências a nível pessoal e coletivo. Os efeitos são tamanhos, tanto que já são objeto de pesquisas científicas em instituições conceituadas mundo afora. Desde mudanças rapidamente perceptíveis no entoar por poucos minutos - levando a mente de um estado de stress para um estado mais relaxado -, até transformações mais estruturais como o restabelecimento de quadros clínicos agudos ou melhoras significativas de doenças complexas, físicas e mentais, cujas curas a medicina convencional ainda não encontrou.

São muitos os mantras de Kundalini Yoga transmitidos por Yogi Bhajan, mestre responsável pela difusão dessa tecnologia no ocidente. Na aula, utilizamos ao menos três mantras, e os repetimos três vezes. Sempre iniciamos com o Adi Mantra, ou mantra primal, que traz a vibração de todos os professores dessa tradição no sentido de despertar a intuição do grupo para os trabalhos subsequentes.

"Ong Namo Guru Dev Namo": eu reverencio a sabedoria criativa, eu reverencio o professor divino dentro de mim. Traduzir esses mantras para uma língua ocidental não é uma tarefa simples, sendo que são palavras cujos significados carregam vibrações e, muitas vezes, explicam processos de libertação da mente. Entoar tendo uma noção básica (ou até nenhuma) do significado já traz efeitos benéficos, portanto, não é necessário saber a fundo o significado exato de um mantra. Contudo, entender seu significado sempre acrescenta mais uma camada de efetividade na canção. Por exemplo: Guru, na tradução acima, é sabedoria. Podemos desconstruí-lo em Gu-Ru, no qual "Gu" significa escuridão, e "Ru", luz. Então, podemos entendê-lo como o processo que nos leva da escuridão para a luz, ou da ignorância para a sabedoria.
"Ad Guray Nameh; Jugad Guray Nameh; Sat Guray Nameh; Siri Guru Devay Nameh": eu reverencio a sabedoria primal; eu reverencio a sabedoria através das eras; eu reverencio a verdadeira sabedoria; eu reverencio a grande invisível sabedoria. Este é também conhecido como Mangala Charan Mantra, entoado logo após o Adi Mantra. Ele limpa as nuvens de dúvidas e abre as portas para orientação e proteção. Há inúmeras meditações em que se usa esse mantra, trabalhando a limpeza do nosso campo eletromagnético circundante, a nossa aura ou escudo protetor.

"Sat Nam": Bij Mantra, mantra semente. É o mantra de encerramento de todas as aulas, também usado em muitos exercícios e meditações ao longo das aulas e como saudações. Sat: verdadeiro; Nam: indentidade, nome. Sempre que entoamos esse mantra, colocamos a intenção de profundamente alcançarmos nossa verdadeira essência, que muitas vezes não conseguimos acessar, devido às atribulações cotidianas ou a um estilo de vida desconectado da nossa "verdadeira identidade". Acrescentando mais uma camada à compreensão, Sat está ligado a uma vibração mais etérica, menos tangível. Nam, uma vibração mais aterrada, de manifestação. Como o infinito se manifesta no finito, concreto, na consciência do mundo material.

Esses três mantras são usados, necessariamente, em todas as aulas, conforme mencionado anteriormente. A beleza deste método yoga reside no fato de que, além desses mantras, entramos em contato com tantos outros que sequer seria possível enumerar todos aqui e agora. E trazemos a experiência dessas vibrações com muita frequência nas aulas. Para maior contato com os benefícios, e correta condução dos mantras, outras peculiaridades e auspiciosidades referentes a esse universo, coloque Kundalini Yoga na sua agenda.

Sat Nam, Ravi Tej!