Julho/18

cordas entrevista: jorginho do trompete

cordas entrevista: jorginho do trompete

A partir de entrevistas, decidimos apresentar um pouco de nossos cursos e professores. Nesta primeira edição, conversamos com Jorginho do Trompete!

1. Por que o trompete é considerado um instrumento difícil de aprender? Existe realmente esta relação?

Jorginho - Todo instrumento é difícil. O trompete é mais difícil, pois ele não tem referência nenhuma, é um tubo, um bocal. Você tem de estar com a nota na cabeça para tocar. Se você der menos expressão, não chega na nota; se der mais expressão, passa da nota. Já o saxofone, a flauta transversal e o clarinete têm notas prontas: você aperta na chave certa e vai vir a nota certa na hora, sem tanto sacrifício.

Não é como um piano, em que a nota está ali, pronta. Então, o trompete se torna um pouco difícil, por isso. É importante você pegar a partitura e solfejar antes de tocar ela, para deixar a nota na cabeça, e então fica mais fácil quando você for tocar.

2. O que definiria o trompete como um instrumento diferente da flauta transversal e o saxofone?

Jorginho - Ele é um bocal, é um tubo. O trompete é um instrumento muito antigo. Ele é diferente na forma de tocar; o repertório dele também é diferente; e os métodos de estudo são diferentes dos para clarinete e saxofone.
3. E como que você chegou no trompete?

Jorginho - Eu cheguei no trompete através do meu pai, que foi da banda do exército. Foi sargento e músico da banda. Ele tocava em orquestra e nos levava para ver ele tocar. Meu irmão, já falecido, que foi da banda da brigada, era sargento e tocava trombone na banda.

Meu irmão tinha 5 anos e eu tinha 6. A gente ficava a noite toda vendo o pai tocar na orquestra. Eu, aos 9 anos de idade, aprendi na banda da escola a tocar o instrumento, e nunca mais larguei. Depois, comecei a tocar na noite. O primeiro cachê que eu ganhei, eu tinha 14 anos. Assim eu comecei, e de lá pra cá eu não parei mais.

Muito bom, eu faço o que gosto, ganho meu dinheirinho. Eu sou privilegiado e ganho a vida com o que eu sei fazer. A gente se esforça, não teria sentido a vida sem música, sem tocar o meu instrumento.